ARTE & RADIOATIVIDADE
Como requisito de avaliação do 2° trimestre, foi proposto aos alunos do 3° ano dos cursos técnicos integrados do IF Sul de Minas um trabalho interdisciplinar envolvendo as disciplinas de Arte, Física, Química, Filosofia, Sociologia, Química de Alimentos, Biologia, Geografia, História e Língua Portuguesa. A proposta do trabalho consistia na abordagem do ensino de Radioatividade, considerando o filme de drama biográfico britânico “Radioactive”, que narra a vida e a trajetória de Marie Curie pela Ciência, além de suas descobertas que mudaram o mundo. Levando em consideração os aspectos científicos, sociais e culturais apresentados no filme, o trabalho foi desenvolvido para que os alunos pudessem trabalhar e entrar em contato não só com os conceitos teóricos da radioatividade, mas também com os acontecimentos histórico-sociais que se desenrolaram na época, visando sempre o enfoque nas contribuições de Röntgen, de Becquerel e, principalmente, de Pierre e Marie Curie que resultaram na descoberta/isolamento dos elementos Polônio e Rádio, destacando a utilização indiscriminada do Rádio na época.
A atividade proposta especificamente na disciplina de Arte envolvia a elaboração de uma manifestação artística (letra de música, desenho, colagem, poesia/poema, slam, cordel, entre outras) representando a relação da radioatividade e da arte, considerando todo o contexto histórico-social da época e as abordagens artísticas realizadas ao longo das aulas de Arte.
GRUPO I
O grupo escolheu manifestar artisticamente o tema da Radioatividade através de uma colagem digital, já que a manipulação das ferramentas e o compartilhamento de ideias é mais fácil desse modo, visando a integração de todos os membros da equipe no processo criativo. Os integrantes do grupo se inspiraram na omissão dos efeitos negativos da Radioatividade por parte de toda uma comunidade voltada para o estudo desses impactos. Ao fundo podemos observar uma explosão nuclear e percebemos, em primeiro plano, a presença de um violinista usando uma máscara de proteção nuclear enquanto toca o instrumento. As duas cenas representam um convívio, não necessariamente equilibrado, da paz (representada pelo violinista e pelas pombas brancas) e do caos (representado pela explosão). No canto superior esquerdo da imagem, estão transcritos os últimos versos de "A Rosa de Hiroshima" do poeta Vinicius de Morais. O poema em si é inspirado no ataque atômico provocado pelos Estados Unidos contra o Japão no final da Segunda Guerra Mundial e os versos destacados fazem referência ao bombardeio que irradiou um grande número de doenças e contaminou diversas pessoas. Normalmente, a rosa é uma metáfora para a delicadeza e a paz, mas a Rosa de Hiroshima remete ao caos e a destruição vividos por uma enorme parcela de pessoas.
GRUPO II
Soneto Po’r Lônio & U rânio
brilhinho curioso, d’um tom zeloso
anômalo, em essência uma frequência
pomposo, mas só isso, só aparência
eclipsa nefasto, adverso ao uso.
Contudo também é es’especial
Acuso a seu grande potencial
Na Energia e saúde pode ter sucesso
Cuidado tome, só com o excesso
É Invisível quanto existência
Rememorável a experiência
e infinito em resiliência;
cogumetlerrível à incidência
incrível à possível competência
mas tão incerto em sua contingência.
Um soneto de estrutura padrão desenvolvido para um trabalho interdisciplinar sobre o tema radioatividade. Retrata várias faces desse tema, como a radiação, Câncer, bombas atômicas, potencial energético e no tratamento hospitalar. Porém tais temas foram escondidos em metáforas, anagrama e plurissignificação. Para demonstrar as incertezas que ainda existem no mundo acerca do tema.
GRUPO III
Arte feita para o trabalho Interdisciplinar com o tema "Radioatividade". Através da análise do desenho é possível perceber uma deformação das flores, o que relaciona a arte com a proposta da pesquisa, visto que elas sofreram interferências radioativas. Ao mesmo tempo, as flores remetem à vida, o crânio à morte e como um todo representa também o ciclo da vida
GRUPO IV
Para nossa manifestação artística, decidimos fazer uma colagem. Por meio dessa imagem buscamos mostrar as formas como a radioatividade tem impacto nas artes. A parte da imagem que mostra dois personagens da série Breaking Bad, está representando a forma como a radioatividade se relaciona com diversas produções de nossa atualidade. A imagem no canto inferior esquerdo da colagem é uma obra de Guido Van Helten, que foi pintada dentro de um dos reatores desativados de Chernobyl, isso mostra como até desastres radioativos criam ambientes para a arte. Já a escultura e os quadros na colagem foram selecionados, pois demonstram como a radioatividade pode ajudar as manifestações artísticas já criadas. A radioatividade pode ser usada para ajudar a preservar esculturas e também para revelar antigos detalhes das obras, como composições de tintas anteriores, retoques na pintura, antigos vernizes e danos, perdas e problemas estruturais. E ao fundo temos uma das imagens impressas pelos raios gama da radiação que ainda está presente em Chernobyl, feita por Alice Miceli em seu chamado "Projeto Chernobyl", que foi exposto na 29ª Bienal de São Paulo, em 2010.



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